O Caçador de Magos - Parte 1

E aí Xpzeiros, beleza? Creio que além de apaixonados por jogos de RPG, vocês também apreciam uma boa e velha história, não é? Pois neste post iremos publicar a adaptação de um conto oficial do cenário Shadow of the Demon Lord (SotDL): O Caçador de Magos. Ela já foi publicada originalmente em nosso Instagram (@clubedoxp), mas agora usaremos o formato do site para melhor imersão. Se quiserem conhecer mais desse sistema e do cenário de SotDL, deem um olhada em nossa playlist no canal, onde já tivemos algumas mesas baseadas nesse jogo.


Sem mais delongas, sentem que lá vem história!


PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA


CENA 1 - FLORESTA NEGRA

- Você sabe que isso é desnecessário - disse Alanor enquanto estava sendo arrastado por William, com grilhões em suas mãos e uma longa corrente cuja ponta estava amarrada no braço esquerdo de seu captor - tenho plena ciência que sou seu prisioneiro.

- E deixar um mago de mãos soltas seria uma atitude muito bondosa de minha parte. - disse William com desdém. Ele tinha plena consciência do quão ardiloso e perigoso Alanor era. Se a recompensa por ele vivo não fosse tão alta, um balde com sal e a cabeça do criminoso seriam o suficiente para provar o cumprimento do contrato. - Seria minha primeira e última ação de bondade. Em breve vamos chegar a cidade de Boa Fortuna, então você não vai ser mais problema meu, e sim do prefeito que quer ver você queimar na fogueira.

- Não lhe incomoda que pode estar levando um homem inocente a sua morte? - disse Alanor com um olhar malicioso.

- Claro, que engano meu! Não foi você que esfaqueou múltipla vezes o mago da cidade. Foi pura coincidência que você estava sobre o corpo dele com uma adaga ensanguentada.

- Não, eu de fato o matei. - disse Alanor sério.

- Não sou nenhum advogado, mas não acho que um argumento desses favoreça sua inocência.

- Ele estava invocando demônios e queria me usar de sacrifício - responde Alanor.

- Então você o esfaqueou até a morte para lhe dar uma lição, que nobre da sua parte! - disse William sarcasticamente.

- Quando você se envolve com esse tipo de gente é matar ou morrer, não tive muita escolha. - reitera Alanor.

- Ele deve ter pensado que você era um sacrifício valioso, ou vocês magos do oculto escolhem pessoas aleatórias? - indagou William.

Antes que Alanor pudesse responder, ambos ouvem um barulho mais a frente da estrada que seguiam. William fica apreensivo e carrega sua besta. Na estrada à frente, é possível ouvir o som de passos ritmados, como uma marcha de soldados, porém o barulho não é suficiente para ser de um pelotão.

William prepara sua besta automática e a mira em direção do som.

- Desamarre-me! Eu posso te ajudar a lutar! - disse Alanor.

- Acha que sou estúpido!? Se continuar tagarelando, esse virote vai em você! - afirma William

O som ficava mais nítido a cada passo.

William espera pelo combate com a besta firme em suas mãos.

De repente o som desaparece!

A confusão de sentimentos no rosto de William era evidente. De um estado de total alerta, agora seu rosto transmitia dúvida. Mesmo assim, ele ainda segura a besta com firmeza.

- Não é à toa que chamam esse lugar de floresta sombria. Provavelmente foi algum fantasma. - disse Alanor com desdém.

William fita Alanor com fúria nos olhos.


- Mago... se você tentou usar algum dos seus truques baratos para me distrair e fugir...

- Eu estou amarrado, senhor gênio! Como eu faria alguma coisa!? - retrucou Alanor indignado.

- Sorte sua que não tenho um balde com sal... - sussurra William enquanto segue pela estrada, puxando Alanor pelas correntes.

A viagem seguia monótona e em silêncio. Vez ou outra a respiração de William e Alanor se misturava aos sons dos pássaros e animais rastejantes da floresta.

Logo à frente, ambos avistam uma taverna. Fumaça saía pela chaminé; ouvia-se com clareza o som de conversas e copos tilintando, embora as portas e janelas do local estivessem fechadas.

- Parar aqui não é uma boa ideia. - disse Alanor sério.

- Por quê? Não está a altura do seus padrões de realeza? Ou prefere dormir ao relento? - disse William se dirigindo a entrada da taverna, arrastando Alanor consigo.

-Alguém vem conjurando magia aqui, e não é a do tipo agradável....






CONTINUA...





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