O Caçador de Magos - Parte 3

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William e Alanor foram capturados pelos cultistas. O que eles pretendem com eles? Aproveitem a história e deixem nos comentários o que acharam e se gostariam de mais conteúdos como esse em nosso site.


PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA


CENA 3 - INTERIOR DA TAVERNA



A cabeça de William latejava de dor. Quando ele conseguiu abrir os olhos, percebeu que se encontrava em um ambiente mal iluminado, com estantes e sacos de mantimentos ao seu redor. Ao tentar se levantar, percebeu que suas mãos e pés estavam amarrados com uma espessa corda.

- Olha só quem acordou! Bom dia senhor caçador! - disse Alanor com desdém.

- Gostaria de não ter acordado. - Responde William com fraqueza e com um tom de voz mais baixo, pois sua cabeça doía a cada movimento que fazia. - Como ainda estamos vivos?

- Somos mais úteis a eles como sacrifícios. Eles irão invocar o Rei Pálido.

- Não entendo como vocês cultistas acham que isso é uma boa ideia. Quais garantias vocês têm de que essa... "coisa"... Não vai matar vocês e todo o resto dessa merda de mundo!? - disse William visivelmente irritado, mesmo com a dor de cabeça.

- Isso é algo que um bruto como você nunca vai entender. Nós magos sempre buscamos o conhecimento, pois ele é nosso literal poder. E para obter poder, sacrifícios são necessários. Eu achava que estava pronto, mas não podia sacrificar meu corpo, se ainda houvesse uma chance do ritual não dar certo. Por isso matei meu mestre e fugi. - Confessa Alanor.

Pela primeira vez William realmente sente franqueza vinda dele. Com esforço, William estende suas pernas na direção de Alanor.

- Claro, chutar a minha cara vai resolver tudo. Não que eu possa fazer muito para me defender. - disse Alanor.

- As chaves das suas correntes estão na minha bota. Tire suas algemas e podemos sair daqui.

Alanor fica surpreso com a oferta de William. Hesitante, Alanor puxa a bota de William e uma chave caí após ele virá-la de ponta cabeça. Alanor se desacorrenta e se levanta para desamarrar William.

- Nem tentou fugir! Acho que alguém aqui gosta de minha companhia. - Disse William jocoso.

- Deixe as piadas para quando sairmos daqui. Como você vai lutar? Eles tiraram suas armas. - Indagou Alanor.

William pega a corrente usada por Alanor e envolve seu punho com ela. - Um homem preparado nunca está desarmado.

Alanor entoa palavras ininteligíveis. Suas mãos passam a emanar um brilho avermelhado e fantasmagórico.

- Já o meu preparo vai pulverizar aqueles cultistas!

- Olha só quem fala! - comenta William. Alanor ignora o comentário e ambos saem do depósito.

Eles se deparam com um corredor simples. Ao final, uma escada que leva de volta a taverna, barrada por um alçapão. Um brilho avermelhado emanava das frestas do alçapão, bem como uma melodia perturbadora. Eles sabiam que lá era a única saída. Eles se entreolham e decidem que precisam agir. Então eles avançam!

A cena a frente de William e Alanor era surreal, os cincos cultistas estavam em volta de um círculo de magia, o qual emitia uma luz avermelhada. Ao centro, uma esfera de carne em sangue, pulsando com a mesma intensidade que a luz do círculo.

- O Rei Pálido está prestes a vir a este mundo. Receba seu sacrifício lorde demoníaco! - os cinco cultistas falam em uníssono e viram seus rostos ocultos na direção de William e Alanor.

- Presumo que esse seja seu departamento. Alguma sugestão? - indaga William.

- Eu tenho uma ideia, mas você vai odiar. - Responde Alanor.

Alanor estende suas mãos em direção ao círculo de magia e destrói parte dele com um raio de energia. Mesmo acostumado com brutalidade e violência, o que veio a seguir chocou até mesmo William.


A esfera de carne começa a se mexer de forma descontrolada. Tentáculos de carne começam a se estender por todos os lados, agarrando os cultistas desprevenidos. Seus corpos vão sendo esmagados e assimilados pela esfera carnosa. A cada cultista morto, ela aumenta de tamanho. Alanor por pouco não é agarrado, pois William o joga no chão.

- Realmente foi uma ideia horrível. É bom que saiba de algum jeito para sairmos dessa. Essa coisa tem algum ponto fraco? - questiona William.

- O Rei Pálido é um demônio faminto. Se ele ficar sem se alimentar por muito tempo ele vai acabar se consumindo. Tente distraí-lo enquanto eu refaço o círculo.

- Falando assim parece fácil, mas se não tem outro jeito vamos nessa! - disse William animado com o desafio.

Os tentáculos do Rei Pálido eram rápidos, mas William sabia como usar as instalações da taverna a seu favor. Ele se escondia atrás do balcão, de barris de cerveja vencida, das colunas que seguravam o teto.... O que fosse útil como barreira contra os ataques da bola de carne, William usava.

William já se encontrava desgastado; a taverna estava em migalhas e ele estava encurralado pelo monstro.

Alanor consegue terminar o círculo de magia a tempo, e a criatura é novamente presa. Como previsto pelo mago, o Rei Pálido começou a se consumir. Então, uma onda de energia surge no centro do círculo, destruindo o que restava da taverna.

William acorda, novamente desorientado, com poeira e restos de madeira sobre seu corpo. Saindo dos escombros, ele percebe que a taverna está praticamente perdida, a maioria das pilastras foi derrubada e logo a taverna podia desabar. Ele procura por Alanor, e o encontra perto da saída da taverna, novamente com aquele sorriso esnobe.

- Nem pense em fugir seu... - mas já era tarde demais, Alanor sumiu no meio da floresta.

William tentou seguí-lo, mas estava fraco demais devido o combate. Mas no fundo, ele estava feliz que sobreviveu. Ele teria outra chance de caçar o mago fugitivo.

Preparando-se para voltar a cidade, William lembra do depósito de comida no porão, e levar um pouco de comida seria útil em sua viagem de volta.

Além de pães e água fresca, William encontra um saco cheio de sal e baldes vazios. Então ele lembra dos cadáveres dos cultistas e suas cabeças hediondas. Ele mal pode conter o sorriso no rosto. No fim das contas ele teria sua recompensa.


FIM!

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